domingo, 27 de julho de 2008

A Princesa Marina

O primeiro amor de um filho a gente não esquece mesmo!



Há mais ou menos um ano nos mudamos para uma ala nova. Em uma das primeiras reuniões sacramentais o Thomas avistou, num banco distante, uma garotinha de bochechas rosadas, cabelos bem pretos e uma coroa de princesa na cabeça. Uma graça mesmo. Lembra a Branca de Neve.

É claro que daí por diante toda vez que ele a via, gritava "Princesa!!!"
E corria para encontrá-la.

A princesa do Thomas chama-se Marina e tem 5 anos, quase dois anos mais velha que ele, diferença que nessa idade classifica o relacionamento como platônico. E por um bom tempo ela ficava toda envergonhada quando ele a chamava lá do outro lado da capela, durante a reunião sacramantal "Princesaaaaaaaaaaaa!" Quando as amiguinhas dela riam então ela até se escondia dele.

Com o tempo acho que a Marina se acostumou e até passou a gostar da declaração de amor do "pirralhinho" apaixonado.

A admiração dele pela sua princesa é tão grande que ele implora (de joelhos com as mãozinhas juntas) para ir brincar na casa dela. Um dia ela fugiu com as amiguinhas e se escondeu, o Thomas, cabisbaixo fazendo beicinho, magoado com a rejeição, foi se consolar com a mãe da princesa: "Tia, a pincêsa Manína fugiu de mim!"

Tanto é verdade que ele a têm na mais alta consideração que mudou até o nome do anjo que fica no topo do Templo de Morôni para "Marino".

Ai, ai! O primeiro amor do filho a gente não tem como esquecer.




quarta-feira, 16 de julho de 2008

segunda-feira, 14 de julho de 2008

O Pirata Thomas

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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Crônicas de um Médico de Família - o Jardim Alegria

Existem algumas faces do nosso Brasil que só quem trabalha como médico de família, caminhando no meio das muitas "Vilas" e "Jardins", visitando casa por casa, conhecendo um por um dos moradores, tem a oportunidade de ver.

Lá no meu Jardim Alegria a vida as vezes prega suas peças. Já começa pelo nome: Alegria... Seria por que é só com muita ALEGRIA no coração que a fome passa, a dor é esquecida ou a solidão é afugentada? Não sei, não. As vezes eu vejo um sorriso alegre na janela, uma criança brincando alegremente com pedrinhas na rua empoeirada e até vizinhos alegres jogando dominó na frente de casa. Mas isso é lá de vez em quando. Na maior parte do tempo não vejo muita alegria.

Talvez a ALEGRIA seja o melhor remédio, talvez o único. Acho que vou começar a prescrever mais dessa ALEGRIA (e menos analgésico e antidepressivo) e quem sabe daí as coisas comecem a mudar por lá.
Quem sabe as mulheres não ficariam tão desanimadas com suas vidas e começariam a cantarolar enquanto cuidam da casa e dos filhos. Os homens não se queixariam de tantas dores nas costas e iriam para o trabalho orgulhosos e satisfeitos. E as crianças? Ah! Elas certamente não faltariam tanto à escola por causa de resfriados intermináveis, mas correriam e gritariam o recreio inteiro brincando de pular corda e pega-pega. É, quem sabe?


Fotografia: André Cypriano

Beijoqueira e comilona


Eu já vi crianças que gostam de comida, mas a nossa LOUISE é apaixonada pela comida. Ela fica tão feliz quando vê a colher cheia vindo em sua direção que começa a jogar beijinhos para a sopinha e a suspirar de felicidade.
Lembro bem de uma ocasião em que preparei 3 bananas (daquelas de Morretes que se compra a penca inteira com umas duzentas) amassadas com farinha láctea e ela, batendo palminhas, devorou em menos de 1 minuto. Ela não parou de protestar até que eu enchesse o pratinho com mais 3 bananas e as cobrisse com uma farta colher de farinha láctea, que ela prontamente e sem rodeios comeu tudinho. Que saúde!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Pedro


Dia de Nascimento: 25 de abril de 2008


Peso: 2990 g (de pura fofura)


Comprimento: 48 cm (de muito dengo)




Seja bem vindo nosso sobrinho Pedroca!

Ana, a Fada



Eu sempre desconfiei que a Ana, nossa babá, não fosse gente de verdade, assim, de carne e ossos. Mas hoje eu já tenho provas suficientes para dizer que ela é mesmo um ser celestial, uma FADA MADRINHA.


Eis como cheguei a essa conclusão: depois de muitas orações pedindo ao Pai Celestial uma solução para a impossível missão de ser MÃE e ACADÊMICA INTERNA no Hospital de Clínicas recebi uma ligação de um casal que estava chegando em Curitiba e nós éramos sua única referência. Eles disseram que vinham do Uruguai, Joiville e Porto Alegre e coisa e tal, mas eu acho que foi para não entregar o jogo de cara. Na verdade o casal, Ana e Jorge, vieram direto da terceira estrela à direita, lá da terra Encantada dos contos de Fadas.


Logo que eu a vi eu soube que ela seria perfeita! Acho que foi o pó de PIRILIMPIMPIM que eu vi no seu sapato.


Os vizinhos logo vieram me contar que o Thomas dava gargalhadas o dia inteiro e a nova babá tinha uma energia para brincar com ele que era impressionante!


Agora já sei como ela consegue manter as crianças distraídas, alimentadas, de banho tomado, dente escovado e a casa em ordem e asseio: é com sua VARINHA DE CONDÃO. Eu só não descobri onde ela a esconde...


E quer mais evidências: ela nunca fica doente, nunca tem um dia ruim, nunca a vi mal humorada, se oferece para ficar umas horinhas a mais, quase não come nada e é a única que consegue fazer a geringonça da máquina de lavar louças funcionar.


É, eu sempre acreditei no poder de uma oração sincera, mas agora eu também acredito em FADAS MADRINHAS!

domingo, 6 de julho de 2008

Lição de Casa


Outro dia eu estava atarefada alimentando a Louise e preparando o jantar enquanto o Thomas assistia pela milésima vez um de seus muitos filmes favoritos e a toda hora me chamava: "Mãe, olha isso!", "Mamãe, o que é isso...", "Manhê! Vem ver isso!". Sem querer ignorá-lo eu dizia qualquer coisa que respondesse suas muitas perguntas, mas chegou uma hora que estava incomodando, então eu disse: "Filho, a mamãe está muito ocupada, veja seu filme e não me chame."

Na mesma hora ele me olhou e disse: "Mamãe, eu te chamo por que EU TE AMO! Vem comer pipoca!"

Aprendi a lição na mesma hora.

a família



Rafael: o chefe da casa, nosso porto seguro, nosso super-herói, meu melhor amigo.

Caroline: companheira, mãe, amiga para toda hora.

Thomas: a alegria da casa, irmão protetor e carinhoso, cheio de opinião.

Louise: a caçula, comilona e beijoqueira.