No final de janeiro meu avô Miguel descansou. Há vários anos ele lutava com o mal de Alheimer e já estava com a memória muito comprometida nos últimos meses. Ele foi um homem grande em sua sabedoria e simplicidade. Definiu a história da nossa familia quando priorizou o estudo dos filhos.
Ele orgulhosamente contava que era mal aluno em lingua portuguesa, mas sempre foi o melhor aluno na turma em matemática. Trabalhou como agricultor durante quase toda a vida. Calculava o volme de um caminhão carregado de madeira de cabeça.
Contava para todos a sua maior realização pessoal: ter 8 netos, todos com curso superior (a saber: 3 médicos, 2 juizas, 1 advogada e jornalista, 1 engenheiro agrônomo e 1 arquiteta).
Ensinou que o mais importante era trabalhar honestamente e dava grande valor a uma família unida.
No final de semana de seu falecimento reuniu, pela primeira vez em muitos anos, seus irmãos, sobrinhos, filhos, genros, nora, netos e bisnetos, todos com um terno sentimento de consolo e alegria por fazer parte de uma família tão especial.
Um dos porteiros do nosso prédio é um cara singular. Seu nome é Pedro, mas ele insiste que o chamem pelo apelido de Seu Pedrinho. Ele está sempre muito bem humorado, não importa a hora do dia ou o dia da semana. "Bom dia dotora!" "Boa tarde Thomas! Como vai loirinha!"(à que a Lolô sempre responde: eu sou a Louise!) "Boa noite dotor!" Trata a todos por doutor ou doutora, hábito que trouxe lá do Rio de Janeiro.
Ontem ao passar pela portaria perguntei casualmente se ele entendia de carros, por que o carro semi-velho que estamos tentando vender pifou e ninguém sabia como consertar, e para a minha surpresa ele disse: "Sei sim, depois eu vejo. Só me arranja um pouco de gasolina."
Depois do expediente ele abriu o capô, e começou a mexer, puxar e desparafusar aquela geringonça. Pôe gasolina aqui, puxa cabo pra lá, e não é que em 20 minutos ele consertou o carro!
"Não tem nada em que eu não tenha trabalhado. Até novela eu já fiz. A última foi Roque Santeiro. Na maioria das vezes fui figurante, mas já ganhei até fala!"
Bom, graças ao talento e boa vontade do seu Pedrinho o carro está andando. Que simpatia.
Quase todo mundo junto, a Su, representando os Rebicki Martins pelo Skype. Cantamos hinos de natal e lemos as escrituras sobre o nascimento do Salvador.
Peru, lombinho, quibe cru, como manda essa tradição.
Minaz, Dadi e Antoni
Pri e Eric,
Jonas e Drika
Crianças e presentes sob a arvora de natal...
E o nosso maior presente de Natal, a sempre feliz companhia da Rosana!
Há tempos o vovô precisava de um bom agrado e o Faísca (nome carinhoso para o sucessor do Fumaça) já estava pedindo aposentadoria por tempo de serviço. Então juntamos os filhos, filhas, genros e noras e compramos um belo presentinho de natal para o Darlei.
A entrega foi planejada para surpreender. Ele não fazia a menor idéia. O El e o Jonas fizeram um suposto e-mail piada com o histórico de carros que o Darlei já teve. Depois de ler o e-mail ele ganha uma caixinha com uma chave e o Rafael pede para ele ir ver atrás de casa o que o Papai Noel deixou pra ele. Foi emocionante para todos! O carro é lindo e merecido. Vejam as fotos. Os vídeos estão em processo de carregamento (eu sou da época do VHS, mas estou aprendendo!), logo vou postá-los também.